Projeto, escolha do ponto, metragem, materiais, aprovação no shopping, fabricação, documentação, custos, transporte, montagem e os erros que vemos na prática
Montar um quiosque de shopping pode parecer simples para quem observa a operação pronta no corredor: escolher um ponto, construir o quiosque, colocar os produtos e começar a vender.
Na prática, existe uma jornada muito maior por trás daquela estrutura.
Antes de um quiosque chegar ao shopping existem decisões relacionadas ao negócio, localização, metragem, projeto, materiais, equipamentos, instalações elétricas e hidráulicas, documentação, aprovação, fabricação, transporte e montagem.
E algumas das decisões mais importantes acontecem quando o quiosque ainda nem existe.
A Fábrica de Quiosques para Shopping atua há mais de duas décadas nesse mercado, acompanhando empreendedores desde a ideia inicial até projeto, fabricação e implantação.
Este guia reúne parte dessa experiência prática para responder, em um único lugar, às principais dúvidas de quem pretende montar um quiosque de shopping no Brasil.
Se você está começando agora, existe uma orientação especialmente importante:
NÃO COMECE PERGUNTANDO APENAS QUANTO CUSTA UM QUIOSQUE.
Primeiro descubra:
QUAL QUIOSQUE O SEU NEGÓCIO REALMENTE PRECISA?
Resposta rápida: como montar um quiosque em shopping?
De maneira geral, a jornada pode passar pelas seguintes etapas:
- IDEIA →
- MODELO DE NEGÓCIO →
- SHOPPING →
- ESCOLHA DO PONTO →
- DEFINIÇÃO DA METRAGEM →
- CADERNO TÉCNICO →
- PROJETO →
- DOCUMENTAÇÃO E RESPONSABILIDADES TÉCNICAS APLICÁVEIS →
- ANÁLISE DO SHOPPING →
- APROVAÇÃO →
- FABRICAÇÃO →
- PRÉ-MONTAGEM →
- CONFERÊNCIA →
- EMBALAGEM →
- TRANSPORTE →
- ENTRADA NO SHOPPING →
- MONTAGEM →
- INAUGURAÇÃO →
- OPERAÇÃO
Cada operação possui características próprias.
Um quiosque de cosméticos não possui necessariamente as mesmas necessidades de um quiosque de café.
Um quiosque de 6 m² para acessórios pode possuir um custo completamente diferente de outro de 6 m² destinado à alimentação.
É por isso que a análise precisa começar pelo negócio.
QUERO MONTAR MEU QUIOSQUE1. O primeiro passo é entender o empreendedor e a operação
Quando um cliente entra em contato conosco, nossa primeira preocupação não é simplesmente apresentar um preço.
Começamos com uma conversa.
Queremos entender em qual estágio aquele empreendedor está.
Existem pessoas que já operam em shopping centers, possuem projeto, conhecem o processo e sabem exatamente aquilo de que precisam.
Existem outras que estão montando seu primeiro negócio e ainda possuem apenas uma ideia.
Os dois clientes precisam de atendimentos diferentes.
Durante essa conversa procuramos entender questões como:
- produto;
- marca;
- experiência;
- cidade;
- shopping pretendido;
- metragem;
- projeto existente;
- equipamentos necessários;
- investimento;
- prazo;
- data pretendida para inauguração.
Essa entrevista inicial permite identificar o próximo passo.
Quem está começando precisa primeiro de direção
Um empreendedor sem experiência pode ainda não saber:
- como escolher o ponto;
- qual metragem procurar;
- quanto espaço seus equipamentos exigirão;
- quais documentos serão necessários;
- como funciona a aprovação;
- qual projeto precisa contratar;
- quanto tempo precisa reservar para fabricação e montagem.
Nesse momento, o papel de uma empresa especializada não deveria ser apenas vender um móvel.
É preciso ajudar o empreendedor a compreender a jornada que existe entre uma ideia e um quiosque funcionando dentro do shopping.
2. Antes de procurar o ponto, entenda o que você vai vender
O produto influencia praticamente tudo.
Ele pode influenciar:
- METRAGEM
- LAYOUT
- EXPOSIÇÃO
- ESTOQUE
- ELÉTRICA
- HIDRÁULICA
- EQUIPAMENTOS
- VITRINES
- MATERIAIS
e até:
A ESCOLHA DO PONTO DENTRO DO SHOPPING.
Por isso, não existe um único modelo de quiosque ideal para qualquer negócio.
Primeiro precisamos compreender a operação.
3. Como escolher o melhor ponto para um quiosque?
Fluxo é importante.
Mas existe uma pergunta ainda melhor:
QUE TIPO DE PESSOA PASSA POR AQUELE PONTO?
Um corredor com grande circulação pode parecer excelente.
Mas o maior fluxo não significa automaticamente o melhor ponto para qualquer negócio.
Precisamos pensar em:
FLUXO QUALIFICADO + AFINIDADE DE CONSUMO.
Exemplo: acessórios para celular
Imagine um quiosque de:
- capas;
- películas;
- carregadores;
- cabos;
- fones;
- acessórios.
Um corredor próximo de lojas que comercializam smartphones pode fazer sentido.
Quem acabou de comprar ou pesquisar um aparelho pode precisar imediatamente de produtos complementares.
Nesse caso, o quiosque procura estar no radar do consumidor justamente quando surge a necessidade.
Exemplo: pipoca, doces e guloseimas
Agora pense em:
- pipoca;
- chocolates;
- doces;
- balas;
- guloseimas.
A proximidade do cinema pode fazer sentido porque existe uma relação natural entre produto e ocasião de consumo.
Quem está indo assistir a um filme pode decidir comprar alguma coisa antes da sessão.
Exemplo: personalização de camisetas
Considere um quiosque de:
- bordado;
- estamparia;
- personalização.
Estar próximo a uma loja de artigos esportivos pode criar uma oportunidade interessante.
Uma pessoa compra uma camisa esportiva e pode desejar colocar:
- nome;
- número;
- personalização.
O princípio é:
PROCURE ENTENDER QUAIS OPERAÇÕES PRÓXIMAS PODEM GERAR UMA NECESSIDADE PARA AQUILO QUE VOCÊ VENDE.
4. Entradas, escadas rolantes e elevadores são bons pontos?
Podem ser.
Entradas podem gerar grande circulação.
Escadas rolantes podem proporcionar fluxo e visibilidade.
Caminhos para elevadores também podem concentrar consumidores.
Mas nenhum desses fatores isoladamente garante um bom ponto.
Observe:
- de onde as pessoas vêm;
- para onde estão indo;
- se enxergam o futuro quiosque;
- se existem pilares ou barreiras;
- quais operações ficam próximas;
- se o fluxo muda durante o dia;
- se as pessoas apenas atravessam ou permanecem naquela região.
Uma orientação baseada em nossa experiência:
> Antes de se apaixonar pelo shopping, analise o ponto. Antes de se apaixonar pelo ponto, analise quem passa por ele.
5. O maior fluxo sempre significa o melhor ponto?
Não.
Imagine:
- PONTO A: 10.000 pessoas passando
- PONTO B: 6.000 pessoas passando
Somente esses dois números não permitem concluir que o Ponto A seja melhor.
Precisamos saber:
- quem são essas pessoas;
- por que estão naquele corredor;
- quais lojas existem próximas;
- qual é a direção do fluxo;
- se existe relação com o público da operação;
- se o quiosque será visível.
O melhor ponto é aquele em que:
FLUXO + PÚBLICO + VISIBILIDADE + OPERAÇÃO
trabalham juntos.
6. O que observar fisicamente no ponto?
Quando possível, observe o local em diferentes horários.
Pergunte:
- De onde as pessoas vêm?
- Para onde estão indo?
- Elas enxergariam o quiosque de frente?
- Existe algum pilar?
- Existe outro elemento bloqueando a visão?
- Quais lojas estão próximas?
- Existe uma operação complementar?
- Quem usa a escada rolante consegue enxergar o ponto?
- O fluxo dos elevadores passa naquela direção?
- Há concentração de pessoas em determinados horários?
Um mapa ajuda.
Mas:
O PONTO PRECISA SER OBSERVADO COMO O CONSUMIDOR O ENXERGA.
7. Qual é a metragem ideal de um quiosque?
Na experiência da Fábrica de Quiosques para Shopping, 6 m² é uma das metragens mais recorrentes.
É uma excelente referência para diversas operações compactas.
Com um projeto eficiente, 6 m² podem atender, dependendo da operação:
- cosméticos;
- perfumes;
- bijuterias;
- semijoias;
- acessórios para celular;
- celulares;
- bolsas;
- calçados;
- chinelos;
- bolos;
- salgados;
- pequenos produtos;
- determinados serviços.
Parece pouco olhando apenas para o número.
Mas um projeto organizado aproveita:
- gavetas;
- armários;
- vitrines;
- nichos;
- bancadas;
- expositores;
- armazenamento interno.
Quanto menor o espaço, mais importante se torna cada centímetro.
8. Um quiosque de 6 m² serve para tudo?
Não necessariamente.
Algumas operações precisam de mais espaço.
Pode existir necessidade de:
- maior exposição;
- mais equipamentos;
- maior estoque;
- mais funcionários;
- preparação;
- refrigeração;
- bancadas;
- atendimento simultâneo.
Nesses casos, podemos estudar:
- 8 m²
- 9 m²
- 10 m²
- 12 m²
ou outras dimensões.
9. Existem quiosques de aproximadamente 20 m²?
Sim.
Determinadas operações de:
- café;
- chope;
- bebidas;
- alimentação;
podem exigir áreas significativamente maiores.
Isso pode acontecer quando existe necessidade de acomodar:
- equipamentos;
- refrigeração;
- estoque;
- preparação;
- diferentes posições de trabalho.
Não significa que todo café ou quiosque de bebidas precise ter 20 m².
Significa que:
A OPERAÇÃO DETERMINA O ESPAÇO.
10. Qual é a melhor lógica para escolher a metragem?
A pergunta não deveria ser:
“Qual é o maior quiosque que consigo alugar?”
A pergunta deveria ser:
“QUAL É O MENOR ESPAÇO QUE ACOMODA CORRETAMENTE TUDO O QUE MINHA OPERAÇÃO PRECISA?”
Um espaço maior pode também significar condições comerciais diferentes de ocupação.
Por isso, confirme com o shopping:
- aluguel;
- encargos;
- condições comerciais;
- impactos da metragem.
Mais espaço precisa ter função.
11. Para testar um produto, 6 m² podem ser suficientes?
Em muitas operações, sim.
Quando 6 m² conseguem acomodar corretamente:
PRODUTO + EQUIPE + ESTOQUE + EQUIPAMENTOS + ATENDIMENTO,
não existe necessariamente razão operacional para começar com uma área maior.
Por isso:
> O melhor tamanho não é o maior quiosque que cabe no corredor. É o menor espaço que consegue acomodar corretamente aquilo que a operação realmente precisa.
12. Quiosque de alimentação é diferente de quiosque de cosméticos?
Muito.
E essa diferença ajuda a explicar por que dois quiosques da mesma metragem podem possuir valores tão diferentes.
13. O que muda em um quiosque de alimentação?
Dependendo do negócio, podemos ter:
- refrigeração;
- freezer;
- geladeira;
- vitrine refrigerada;
- vitrine aquecida;
- forno;
- máquinas;
- bancadas;
- preparação;
- armazenamento;
- hidráulica;
- maior carga elétrica;
- superfícies sujeitas à limpeza frequente;
- exposição de alimentos.
O projeto precisa considerar tudo isso.
14. A elétrica de alimentação exige atenção especial?
Normalmente exige uma análise mais cuidadosa por causa dos equipamentos.
Antes de fechar o projeto, precisamos saber:
QUAIS EQUIPAMENTOS SERÃO UTILIZADOS?
Não basta dizer:
“Vou colocar uma geladeira.”
Precisamos conhecer:
- equipamento;
- modelo;
- dimensões;
- requisitos;
- alimentação elétrica.
Uma operação com refrigeração, preparação e outros equipamentos possui necessidades diferentes de um quiosque que utiliza basicamente iluminação e PDV.
15. Os materiais também mudam em alimentação
Uma operação de alimentação pode envolver:
- UMIDADE
- LÍQUIDOS
- LIMPEZA FREQUENTE
- USO INTENSO
- CALOR
Por isso, os materiais precisam ser escolhidos considerando o ambiente real de utilização.
Não basta escolher determinado acabamento porque ficou bonito na perspectiva 3D.
Precisamos perguntar:
- Onde será aplicado?
- Receberá água ou umidade?
- Será limpo várias vezes ao dia?
- Está próximo de equipamentos?
- Como será utilizado pela equipe?
16. A exposição do alimento também faz parte do projeto
Dependendo da operação, uma vitrine pode precisar:
- proteger;
- refrigerar;
- aquecer;
- organizar;
- expor;
- facilitar atendimento.
Por isso, vitrines e equipamentos precisam entrar cedo no projeto.
17. E um quiosque de cosméticos, perfumes ou acessórios?
A lógica normalmente é diferente.
Operações de:
- cosméticos;
- perfumes;
- bijuterias;
- semijoias;
- bolsas;
- acessórios;
- tecnologia;
normalmente não possuem a mesma quantidade de equipamentos de refrigeração ou preparação.
Isso pode simplificar parte da infraestrutura.
Mas:
SIMPLES NÃO SIGNIFICA SEM PROJETO.
A grande preocupação passa a ser:
EXPOSIÇÃO + ESTOQUE + IDENTIDADE + ILUMINAÇÃO.
18. Como podem ser as vitrines?
Dependendo do produto, elas podem ser:
ABERTAS
Facilitando a interação.
FECHADAS
Utilizando vidro para proteção.
ILUMINADAS
Destacando produtos.
MISTAS
Com diferentes tipos de exposição.
A solução precisa seguir a operação.
19. Por que dois quiosques do mesmo tamanho possuem preços diferentes?
Compare:
QUIOSQUE A
6 m²
Acessórios
Poucos equipamentos
Elétrica relativamente simples
Linhas retas
Vitrines convencionais
QUIOSQUE B
6 m²
Alimentação
Refrigeração
Maior carga elétrica
Hidráulica
Vitrines especiais
Materiais específicos
Projeto mais complexo
Os dois possuem:
6 m².
Mas não possuem:
O MESMO ESCOPO.
É por isso que metragem sozinha não determina o preço.
20. Um dos maiores erros: comprar uma imagem acreditando ter comprado um projeto
Esse é um problema que encontramos frequentemente quando recebemos projetos desenvolvidos por terceiros.
O cliente chega com imagens 3D.
Solicita orçamento para fabricação.
Nós perguntamos:
“VOCÊ POSSUI O RESTANTE DO PROJETO?”
E algumas vezes é nesse momento que ele percebe que aquilo que contratou era principalmente uma representação visual.
21. Imagem 3D não é projeto técnico completo
A imagem responde principalmente:
“COMO PODERÁ FICAR?”
Já a documentação necessária para execução precisa ajudar a responder:
“COMO SERÁ CONSTRUÍDO?”
Dependendo do escopo, podem existir:
- plantas;
- vistas;
- cortes;
- detalhes;
- materiais;
- especificações;
- projetos complementares;
- informações de execução.
Não devemos confundir uma coisa com outra.
22. O que acontece quando o projeto recebido possui poucas informações?
Quando outro fabricante recebe um projeto incompleto, começam perguntas como:
- Qual é o material?
- Qual é a espessura?
- Como será construído?
- Onde estão os cortes?
- Onde estão os detalhes?
- Como funciona a elétrica?
- Existe hidráulica?
- Quais equipamentos serão utilizados?
- Como os materiais se encontram?
Se essas informações não existem, o fabricante pode precisar:
- interpretar;
- complementar;
- redesenhar;
- solicitar novos detalhes.
Isso pode gerar atrasos e custos adicionais.
23. Antes de comprar um projeto, faça esta pergunta
Pergunte:
“SE EU DECIDIR FABRICAR COM OUTRA EMPRESA, RECEBEREI OS ARQUIVOS E DOCUMENTOS PREVISTOS NO MEU CONTRATO PARA QUE OUTRO FABRICANTE CONSIGA ANALISAR O PROJETO?”
E peça que os entregáveis estejam claramente descritos.
24. O que perguntar antes de contratar o projeto?
Pergunte:
1. Quais arquivos vou receber?
2. Receberei imagens 3D?
3. Receberei plantas?
4. Receberei vistas e cortes?
5. Quais detalhamentos estão incluídos?
6. Quais projetos complementares estão incluídos?
7. Quais responsabilidades técnicas estão incluídas?
8. Quantas revisões estão previstas?
9. Receberei os arquivos finais?
10. Poderei utilizar esses arquivos para solicitar orçamento de outros fabricantes?
O importante não é apenas:
“QUANTO CUSTA?”
Mas:
“O QUE ESTOU COMPRANDO?”
25. Como a Fábrica trabalha com o projeto?
Quando o cliente contrata especificamente o desenvolvimento do projeto conosco, procuramos deixar o escopo claro desde o início.
O projeto é um produto contratado pelo cliente.
Depois de cumpridas as condições da contratação, os arquivos e documentos previstos no escopo são entregues.
O cliente pode solicitar propostas de fabricação a outras empresas.
O PROJETO NÃO É UMA ARMADILHA PARA OBRIGAR O CLIENTE A FABRICAR CONOSCO.
Queremos ser escolhidos pela:
- solução;
- qualidade;
- atendimento;
- experiência;
- materiais;
- capacidade de execução.
26. O caderno técnico do shopping vem antes do projeto definitivo
Depois da definição do ponto, existe um documento fundamental:
O CADERNO TÉCNICO DO SHOPPING.
Cada empreendimento possui suas próprias diretrizes.
Por isso, uma das primeiras coisas que solicitamos é esse material.
A lógica é:
SHOPPING
↓
CADERNO TÉCNICO
↓
PROJETO
↓
DOCUMENTAÇÃO
↓
ANÁLISE
↓
APROVAÇÃO
Desenvolver tudo primeiro e descobrir as regras depois aumenta a chance de retrabalho.
27. Como nasce o desenho do quiosque?
Nem todo cliente chega com projeto.
Muitos chegam apenas com uma ideia.
Alguns trazem:
- imagens da internet;
- fotografias;
- referências;
- identidade visual;
- explicação verbal;
- desenho feito a lápis.
Tudo isso pode ajudar.
28. Você não precisa saber desenhar
Já recebemos clientes com esboços simples feitos à mão.
O objetivo não é o cliente apresentar um projeto profissional.
É ajudar a equipe a compreender aquilo que ele imagina.
Por exemplo:
- “Quero expor meus produtos desta maneira.”
- “Preciso guardar estoque aqui.”
- “Quero que esse produto seja visto primeiro.”
- “Gostei desse detalhe.”
Essas referências dão direção.
29. Referência não significa copiar outro quiosque
Fotos encontradas na internet podem ajudar a explicar:
- estilo;
- formas;
- cores;
- materiais;
- iluminação;
- exposição.
Mas a ideia é entender:
O QUE CHAMOU A ATENÇÃO DO CLIENTE?
Depois desenvolvemos uma solução adequada à:
- marca;
- produto;
- operação;
- ponto.
30. O cliente aprova primeiro o conceito
Depois de entender as necessidades, desenvolvemos o modelo.
O 3D ajuda o cliente a visualizar:
- FORMA
- CORES
- EXPOSIÇÃO
- IDENTIDADE
- MATERIAIS
- ORGANIZAÇÃO
O cliente analisa e solicita os ajustes necessários.
31. Aprovação do cliente e aprovação do shopping são coisas diferentes
Existem momentos distintos.
APROVAÇÃO DO CLIENTE
Ele considera que o conceito representa aquilo que pretende implantar.
APROVAÇÃO DO SHOPPING
O empreendimento analisa aquilo de acordo com seus próprios critérios.
Portanto:
“O CLIENTE GOSTOU” NÃO SIGNIFICA “O SHOPPING APROVOU”.
32. Um bom quiosque precisa funcionar dos dois lados do balcão
O consumidor enxerga:
- vitrine;
- iluminação;
- cores;
- produto;
- marca.
O funcionário enxerga:
- gavetas;
- estoque;
- equipamentos;
- portas;
- acessos;
- tomadas;
- espaço para trabalhar.
Os dois lados precisam funcionar.
> Um bom quiosque precisa funcionar dos dois lados do balcão.
33. Quanto tempo demora para fazer o projeto?
Na experiência da Fábrica, depois de receber as informações necessárias e o caderno técnico, utilizamos como referência aproximadamente:
7 A 15 DIAS CORRIDOS.
Esse período depende da:
- complexidade;
- disponibilidade das informações;
- documentação necessária;
- características do projeto.
Não é uma regra universal.
34. Responsabilidades técnicas e documentação
Dependendo do projeto e das exigências aplicáveis, podem existir responsabilidades técnicas relacionadas a:
- arquitetura;
- elétrica;
- hidráulica;
- execução;
- montagem.
A documentação exata depende do projeto e do empreendimento.
35. Quanto tempo o shopping demora para analisar?
Na experiência dos projetos que acompanhamos, uma análise sem ressalvas pode ocorrer aproximadamente em:
3 A 7 DIAS.
Mas cada shopping possui seu próprio processo.
Não é uma garantia.
36. O que acontece se o shopping pedir alteração?
O fluxo passa a ser:
PROJETO
↓
ANÁLISE
↓
RESSALVA
↓
CORREÇÃO
↓
REENVIO
↓
NOVA ANÁLISE
Consequentemente, o prazo aumenta.
É justamente por isso que o caderno técnico precisa ser utilizado desde o início.
37. É possível ter tudo aprovado em aproximadamente 15 dias?
Em determinados casos, sim.
Quando:
- o cliente envia rapidamente as informações;
- o caderno técnico está disponível;
- o projeto não possui grande complexidade;
- a documentação necessária está organizada;
- não existem pendências relevantes;
- o shopping não apresenta ressalvas significativas.
Mas isso não deve ser tratado como garantia.
CRONOGRAMA PRECISA POSSUIR MARGEM PARA IMPREVISTOS.
38. Não fabrique antes das aprovações necessárias
Existe uma diferença importante entre:
PROJETO PRONTO
e
PROJETO APROVADO.
Se a fabricação começa prematuramente e depois o shopping solicita alteração, pode ser necessário modificar aquilo que já foi:
- comprado;
- cortado;
- produzido.
A sequência mais segura é:
CADERNO TÉCNICO
↓
PROJETO
↓
DOCUMENTAÇÃO
↓
ANÁLISE
↓
AJUSTES
↓
APROVAÇÃO
↓
FABRICAÇÃO
39. Quais documentos o shopping pode pedir?
Não existe uma lista única válida para todos os empreendimentos.
A documentação pode variar conforme:
- shopping;
- município;
- atividade;
- projeto;
- instalação.
Na experiência da Fábrica, aparecem solicitações relacionadas a:
- documentação da empresa;
- dados do responsável;
- seguro para determinadas etapas;
- licenças ou alvarás quando aplicáveis;
- documentos do projeto;
- responsabilidades técnicas;
- documentação de execução;
- documentação de montagem;
- dados da equipe;
- dados dos veículos.
Por isso:
PEÇA AO SHOPPING A LISTA OFICIAL E ATUALIZADA.
40. Você também está apresentando seu negócio ao shopping
Existe uma orientação que consideramos muito importante:
NÃO CHEGUE À REUNIÃO DE MÃOS VAZIAS.
Existe uma diferença entre dizer:
“Quero um espaço para colocar um quiosque.”
e apresentar:
- empresa;
- marca;
- produto;
- público;
- conceito;
- operação;
- projeto preliminar;
- plano de crescimento.
Quanto mais preparada estiver a proposta, mais claramente o shopping conseguirá compreender o negócio.
41. O que levar para conversar com o shopping?
Quando disponível, organize:
- dados da empresa;
- apresentação da marca;
- identidade visual;
- fotografias dos produtos;
- descrição da operação;
- público pretendido;
- diferenciais;
- experiência anterior;
- redes sociais;
- plano de expansão;
- referências;
- conceito do quiosque.
E pergunte:
“POR QUE MINHA OPERAÇÃO FAZ SENTIDO PARA ESTE SHOPPING?”
Essa é uma pergunta melhor do que simplesmente:
“Tem algum ponto vazio?”
42. Preciso ter o projeto completo antes de procurar o shopping?
Não necessariamente.
O projeto técnico definitivo dependerá:
- do ponto;
- da metragem;
- do caderno técnico;
- das condições existentes;
- das exigências do empreendimento.
Mas o empreendedor pode chegar com:
- apresentação profissional;
- identidade visual;
- referências;
- estudo preliminar;
- conceito.
Isso ajuda o shopping a compreender melhor aquilo que está sendo proposto.
43. O que realmente deixa um quiosque caro?
Na experiência da Fábrica, dois fatores explicam boa parte das diferenças de orçamento:
1. COMPLEXIDADE
2. MATERIAIS
44. Quanto mais complexo, maior tende a ser o custo
Compare:
QUIOSQUE RETO
- módulos regulares;
- linhas simples;
- menos peças especiais.
QUIOSQUE CURVO
- formas arredondadas;
- preparação específica;
- mais mão de obra;
- maior dificuldade de revestimento;
- encontros especiais;
- maior tempo de produção.
Os dois podem ocupar a mesma área.
Mas podem demandar trabalhos muito diferentes.
45. Curvas são ruins?
Não.
Curvas podem ser fundamentais para determinado conceito.
A questão é compreender que:
CADA ESCOLHA DE DESIGN POSSUI CONSEQUÊNCIA CONSTRUTIVA.
Se o orçamento precisa ser controlado, simplificar determinada geometria pode ser uma maneira inteligente de reduzir custos sem destruir a identidade do projeto.
46. Bom design não precisa ser difícil de fabricar
Um projeto forte não depende obrigatoriamente de:
- muitas curvas;
- dezenas de detalhes;
- materiais extremamente caros.
Às vezes, linhas simples, boas proporções, iluminação adequada e excelente exposição produzem um resultado muito melhor.
BOM DESIGN NÃO SIGNIFICA DESIGN DIFÍCIL DE PRODUZIR.
47. O material escolhido também altera o preço
Não existe um único material adequado para qualquer quiosque.
Precisamos considerar:
- ambiente;
- uso;
- umidade;
- chuva;
- sol;
- resistência;
- manutenção;
- estética;
- exigências do local.
48. Quais materiais são usados em quiosques internos?
Em ambientes internos e cobertos, madeira e derivados podem formar grande parte do mobiliário.
Depois, podem receber acabamentos como:
- fórmica/laminado decorativo;
- pintura;
- adesivos;
- revestimentos;
- comunicação visual.
49. Por que utilizamos tanto acabamento em fórmica?
A Fábrica possui grande experiência com laminado decorativo.
Gostamos dessa solução porque pode combinar, quando corretamente aplicada:
- RESISTÊNCIA
- VARIEDADE DE CORES
- PADRÕES
- TEXTURAS
- VERSATILIDADE
- BOA ADEQUAÇÃO AO USO COTIDIANO
Um quiosque recebe contato constante.
Pessoas passam.
Funcionários utilizam.
Portas abrem.
Gavetas abrem.
Produtos entram e saem.
Durabilidade importa.
50. E acabamento em pintura ou laca?
Podem produzir resultados muito bonitos.
Mas a escolha não deveria considerar somente a aparência no dia da inauguração.
Na experiência da Fábrica com manutenção, determinadas superfícies pintadas podem apresentar maior necessidade de retoques diante de:
- riscos;
- impactos;
- lascas;
- desgaste.
Por isso, em diversas aplicações recomendamos ao cliente avaliar revestimentos adequados ao uso intenso.
Não significa que pintura seja sempre ruim.
Significa:
O MATERIAL PRECISA SER ADEQUADO À APLICAÇÃO.
51. O acabamento mais bonito nem sempre é o mais econômico no longo prazo
Antes de escolher, pergunte:
- Como esse material se comportará depois de meses de operação?
- Como será a manutenção?
- Como será a limpeza?
- Qual é a intensidade de uso?
Preço de implantação e custo de manutenção são coisas diferentes.
52. E quiosque para área externa?
A lógica muda.
Uma estrutura externa pode enfrentar:
- chuva;
- sol;
- umidade;
- vento;
- temperatura;
- corrosão.
Dependendo do projeto, podem entrar soluções como:
- estrutura metálica;
- aço galvanizado;
- ACM;
- fibra de vidro;
- sistemas minerais;
- soluções cimentícias;
- outros materiais compatíveis.
Não devemos simplesmente utilizar a mesma construção de um quiosque interno e colocá-la ao ar livre.
53. Ambientes especiais podem exigir materiais especiais
Estações, terminais e outros locais podem possuir exigências específicas.
Podem existir critérios relacionados, por exemplo, à reação ao fogo dos materiais.
Nesses casos, precisamos consultar:
CADERNO TÉCNICO + PROJETO + REQUISITOS DO LOCAL + NORMAS APLICÁVEIS.
Materiais e tratamentos específicos podem alterar significativamente o orçamento.
54. Não existe um único “melhor material para quiosque”
A pergunta correta não é:
“QUAL É O MELHOR MATERIAL?”
É:
“QUAL É O MELHOR MATERIAL PARA ESTA PARTE DESTE QUIOSQUE NESTE AMBIENTE?”
Um projeto pode combinar:
- madeira;
- metal;
- vidro;
- pedra;
- ACM;
- fórmica;
- acrílico;
- comunicação visual;
- outros componentes.
Cada material possui uma função.
55. Infraestrutura: aquilo que o cliente não enxerga também importa
O consumidor normalmente vê:
- LOGOTIPO
- ILUMINAÇÃO
- CORES
- VITRINE
- PRODUTOS
Mas existem componentes escondidos:
- fiação;
- proteções elétricas;
- ferragens;
- fixações;
- estrutura interna;
- tubulações.
Esses componentes também ajudam a definir qualidade e durabilidade.
56. Um caso real nos ensinou muito sobre hidráulica
Anos atrás acompanhamos um problema em uma operação instalada no Shopping Raposo, em São Paulo.
Houve obstrução da tubulação associada a resíduos da operação, incluindo gordura e farinha.
O sistema apresentou retorno e vazamento de água.
A situação gerou um transtorno muito maior do que aquilo que inicialmente pareceria apenas um problema simples de encanamento.
Essa experiência reforçou uma lição:
A INFRAESTRUTURA PRECISA SER COMPATÍVEL COM AQUILO QUE REALMENTE ACONTECERÁ NA OPERAÇÃO.
Em alimentação, escoamento, retenção de resíduos e demais soluções aplicáveis precisam ser corretamente avaliados.
57. Elétrica não é lugar para improvisação
Um pequeno quiosque pode concentrar:
- refrigeração;
- iluminação;
- máquinas;
- vitrines;
- equipamentos;
- computadores;
- PDV.
Carga, condutores, proteções e componentes precisam estar adequadamente dimensionados conforme o projeto e requisitos aplicáveis.
Materiais inadequados ou instalações incorretas podem causar problemas graves.
ECONOMIZAR EM SEGURANÇA ELÉTRICA NÃO É ECONOMIA INTELIGENTE.
58. Vidro também precisa ser especificado corretamente
Vitrines fazem parte de inúmeros quiosques.
Mas vidro não é simplesmente decoração.
Precisamos considerar:
- tipo;
- dimensões;
- espessura;
- aplicação;
- fixação;
- projeto.
59. Um caso real no Shopping Itaquera
Em uma situação acompanhada por nossa equipe, um grande elemento decorativo caiu sobre um quiosque que havíamos produzido para a Gold Spell no Shopping Itaquera.
O impacto atingiu uma das vitrines.
Foi uma situação externa à utilização normal do quiosque.
Esse tipo de ocorrência lembra algo importante:
UM QUIOSQUE EXISTE EM UM AMBIENTE REAL.
Existe circulação de:
- pessoas;
- carrinhos;
- equipamentos;
- eventos;
- mercadorias;
- máquinas.
60. Outro caso real no Rio de Janeiro
Também acompanhamos uma situação em um shopping no Rio de Janeiro na qual um equipamento utilizado na limpeza do piso atingiu o quiosque.
O impacto provocou danos em diferentes componentes.
Novamente, não se tratava da utilização normal da estrutura.
Foi um evento externo.
Por isso:
> Um quiosque está permanentemente exposto ao ambiente de circulação do shopping.
61. Nem todo problema vem de acidentes externos
Existe outro fator:
MAU USO.
Depois que o quiosque entra em operação, funcionários utilizam:
- portas;
- gavetas;
- armários;
- vitrines;
- puxadores;
- ferragens;
todos os dias.
Já observamos situações como:
- pessoas apoiando peso sobre portas;
- dobradiças sobrecarregadas;
- gavetas abertas com força;
- corrediças danificadas;
- puxadores quebrados.
62. Treinar a equipe ajuda a preservar o investimento
O empreendedor investe em:
- projeto;
- fabricação;
- equipamentos;
- instalação.
Depois entrega tudo isso diariamente para sua equipe utilizar.
Por isso, vale orientar:
- como abrir e fechar portas;
- onde não apoiar peso;
- como utilizar gavetas;
- como limpar os acabamentos;
- quais produtos de limpeza são adequados;
- como identificar pequena necessidade de manutenção;
- quando comunicar um problema.
MANUTENÇÃO PREVENTIVA É MELHOR DO QUE ESPERAR A PEÇA QUEBRAR.
63. Quanto tempo dura um quiosque de shopping?
Na experiência prática da Fábrica, utilizamos aproximadamente:
TRÊS ANOS E MEIO
como uma referência observacional de ciclo de uso para muitos quiosques que acompanhamos.
Mas isso não significa que o quiosque tenha validade de três anos e meio.
Existem quiosques que podem permanecer em operação:
- 5 anos
- 10 anos
ou ainda mais.
Isso depende de:
- materiais;
- fabricação;
- intensidade de uso;
- manutenção;
- cuidado da equipe;
- tipo de operação;
- reformas;
- eventos externos.
64. Vida física e vida comercial são diferentes
Um quiosque pode continuar estruturalmente em boas condições e mesmo assim a marca decidir reformá-lo.
Por quê?
Porque mudou:
- identidade visual;
- produto;
- franquia;
- tecnologia;
- layout;
- padrão comercial;
- posicionamento.
Portanto existem duas perguntas diferentes:
“POR QUANTO TEMPO ESSA ESTRUTURA PODE FUNCIONAR?”
e
“POR QUANTO TEMPO ESSE PROJETO CONTINUARÁ REPRESENTANDO A MARCA?”
As respostas não são necessariamente iguais.
65. Onde o cliente costuma economizar errado?
Economizar não é o problema.
O problema aparece quando o menor preço se torna o único critério de escolha.
Isso pode acontecer:
- no projeto;
- na fabricação;
- nos materiais;
- na elétrica;
- nos acabamentos.
66. Projeto barato não deve ser comparado apenas pelo preço
Imagine:
PROPOSTA A
Inclui somente conceito e 3D.
PROPOSTA B
Inclui conceito, 3D e parte da documentação técnica.
PROPOSTA C
Inclui um conjunto técnico mais amplo.
Os valores serão diferentes.
Mas:
VOCÊ NÃO ESTÁ COMPARANDO O MESMO PRODUTO.
Antes de comparar preço, compare escopo.
67. Especialização também importa
Projetar quiosque envolve conciliar:
- PRODUTO
- ESTOQUE
- EXPOSIÇÃO
- FUNCIONÁRIOS
- EQUIPAMENTOS
- INSTALAÇÕES
- IDENTIDADE
- CIRCULAÇÃO
- SHOPPING
- FABRICAÇÃO
Por isso, experiência específica com esse tipo de operação pode fazer diferença.
68. Como comparar fabricantes?
Pergunte:
- Quais materiais serão utilizados?
- Qual acabamento?
- Quais ferragens?
- Quais vidros?
- Como será a elétrica?
- Como será a hidráulica quando necessária?
- Comunicação visual está incluída?
- Existe pré-montagem?
- Existe conferência?
- Embalagem está incluída?
- Frete está incluído?
- Montagem está incluída?
- Como funciona o pós-venda?
Somente depois compare preço.
69. Existem coisas que o cliente não consegue enxergar no orçamento
Duas imagens podem parecer iguais.
Mas por trás delas podem existir diferenças em:
- MATÉRIA-PRIMA
- FERRAGENS
- REVESTIMENTOS
- VIDROS
- ELÉTRICA
- ESTRUTURA
- MÉTODO CONSTRUTIVO
- CONTROLE DE QUALIDADE
O consumidor talvez nunca veja algumas dessas coisas.
Mas elas podem influenciar o uso.
70. O quiosque também precisa conversar com a marca
Um prejuízo não acontece apenas quando alguma peça quebra.
Pode existir um problema comercial quando o quiosque não representa o negócio.
Imagine:
- produto premium mal iluminado;
- marca sofisticada com acabamento incompatível;
- muitos produtos sem espaço de exposição;
- estoque insuficiente;
- operação bonita mas ruim para trabalhar.
Um bom projeto conecta:
MARCA ↔ PRODUTO ↔ CONSUMIDOR ↔ OPERAÇÃO ↔ ESPAÇO.
71. Iluminação também ajuda a vender o produto
Iluminação pode ajudar a:
- valorizar produtos;
- organizar visualmente;
- destacar vitrines;
- destacar cores;
- direcionar o olhar;
- fortalecer a identidade.
Isso precisa ser pensado durante o projeto.
72. Compartimentos fazem parte da operação
O consumidor enxerga a vitrine.
O funcionário precisa guardar:
- produtos;
- embalagens;
- materiais;
- estoque;
- ferramentas de trabalho;
- itens de reposição.
Por isso, gavetas e armários não são detalhes secundários.
73. Como economizar corretamente?
Economia inteligente pode vir de:
- geometria mais simples;
- redução de detalhes sem função;
- escolha inteligente de materiais;
- padronização;
- melhor aproveitamento da metragem;
- redução de complexidade;
- prevenção de retrabalho.
> A melhor economia não é necessariamente comprar o quiosque mais barato. É eliminar aquilo que custa dinheiro sem entregar valor, preservando funcionamento, segurança, durabilidade e apresentação da marca.
74. Depois da aprovação começa a fabricação
Com o projeto definido e as liberações necessárias para avançar, começa a fabricação.
É quando aquilo que estava na tela começa a virar estrutura física.
Dependendo do projeto, diferentes especialidades podem participar.
O importante é que a fabricação siga aquilo que foi definido.
75. Qual é o prazo da Fábrica?
A Fábrica de Quiosques para Shopping trabalha com um:
CRONOGRAMA COMERCIAL DE 45 DIAS
conforme as condições estabelecidas no contrato e os requisitos necessários ao andamento do projeto.
A data de inauguração deve ser conhecida desde o começo.
76. O cronograma precisa ser pensado de trás para frente
Se o shopping estabeleceu uma data de inauguração, precisamos organizar:
INAUGURAÇÃO
←
MONTAGEM
←
TRANSPORTE
←
FABRICAÇÃO
←
APROVAÇÃO
←
PROJETO
←
INFORMAÇÕES DO CLIENTE
Por isso, prazo não começa quando o caminhão está carregado.
77. O quiosque é pré-montado dentro da fábrica
Depois da fabricação, realizamos uma etapa importante:
PRÉ-MONTAGEM.
Montamos o quiosque dentro da própria fábrica para verificar:
- encaixes;
- alinhamentos;
- componentes;
- funcionamento;
- acabamentos;
- ausência de peças;
- necessidade de ajustes.
Nossa lógica é simples:
> Preferimos descobrir uma necessidade de ajuste dentro da fábrica, e não de madrugada dentro do shopping.
78. Fotografamos e filmamos o quiosque
Depois da pré-montagem, realizamos:
- fotografias;
- vídeos;
- registros do conjunto.
Isso ajuda a documentar o estado do quiosque antes do transporte.
79. Depois desmontamos novamente
Pode parecer estranho:
“Por que montar e desmontar?”
Porque a estrutura precisa ser transportada.
A sequência é:
PRÉ-MONTAGEM
↓
CONFERÊNCIA
↓
REGISTRO
↓
DESMONTAGEM
↓
EMBALAGEM
↓
TRANSPORTE
↓
MONTAGEM FINAL
80. A data de montagem já precisa estar prevista
Quando o cliente negocia com o shopping, normalmente existe uma data prevista para inauguração.
Consequentemente, fabricação e montagem precisam considerar essa data.
A montagem não pode ser marcada na última hora.
81. Para entrar no shopping, a equipe precisa ser autorizada
Antes da instalação, entramos em contato com o shopping e cumprimos os procedimentos exigidos.
Normalmente são enviados previamente dados relacionados à:
- equipe;
- profissionais envolvidos;
- documentos solicitados;
- veículos;
- placas.
Cada shopping possui seu próprio procedimento.
82. Como acontece a chegada à doca?
Na nossa rotina, muitas montagens acontecem durante a madrugada.
Frequentemente a chegada acontece por volta das:
22 HORAS
conforme o horário autorizado pelo empreendimento.
A equipe chega à doca.
Passa pela triagem.
Os documentos são conferidos.
Somente depois da liberação começa a descarga.
83. Como as peças chegam ao ponto?
Depois da descarga, as peças são transportadas em carrinhos pelos acessos autorizados.
Dependendo do shopping, o percurso pode envolver:
- corredores operacionais;
- áreas de serviço;
- elevadores de carga.
O consumidor normalmente nunca vê essa operação.
84. Existe uma segunda conferência no shopping
Quando as peças chegam ao ponto:
1. desembalamos;
2. conferimos;
3. fotografamos.
O objetivo é verificar as condições depois do transporte.
Portanto existem dois controles:
CONFERÊNCIA 1 — NA FÁBRICA
Pré-montagem, testes, fotos e vídeos.
CONFERÊNCIA 2 — NO SHOPPING
Desembalagem, verificação e registros antes da montagem.
85. Então começa a montagem definitiva
O processo completo fica assim:
FABRICAÇÃO
↓
PRÉ-MONTAGEM
↓
CONFERÊNCIA
↓
FOTOS E VÍDEOS
↓
DESMONTAGEM
↓
EMBALAGEM
↓
AUTORIZAÇÃO DE ACESSO
↓
TRANSPORTE
↓
DOCA
↓
TRIAGEM
↓
DESCARGA
↓
TRANSPORTE ATÉ O PONTO
↓
DESEMBALAGEM
↓
NOVA CONFERÊNCIA
↓
MONTAGEM
↓
CONFERÊNCIA FINAL
↓
QUIOSQUE PRONTO
86. Quanto tempo demora a montagem?
Na experiência da Fábrica, normalmente utilizamos como referência:
1 A 3 NOITES.
Um quiosque de menor complexidade pode ser montado em uma noite.
Projetos maiores ou mais complexos podem exigir duas ou três.
87. Uma noite representa semanas de trabalho
Quando o shopping abre pela manhã, o consumidor vê o resultado pronto.
Mas aquela noite de montagem é consequência de semanas de:
- planejamento;
- entrevistas;
- projeto;
- aprovação;
- fabricação;
- conferência;
- logística.
> O cliente pode ver o quiosque aparecer no shopping durante uma única noite. Mas aquela noite é resultado de todo um processo anterior.
88. Quanto custa um quiosque?
Essa é provavelmente a pergunta que mais recebemos.
Às vezes a primeira mensagem do cliente é apenas:
“QUANTO CUSTA UM QUIOSQUE?”
Mas ainda não sabemos:
- segmento;
- metragem;
- cidade;
- shopping;
- materiais;
- equipamentos;
- projeto;
- complexidade.
Por isso, qualquer número apresentado sem essas informações pode ser apenas um palpite.
89. Por que fazemos perguntas antes de passar valor?
Porque precisamos entender o que será orçado.
Perguntamos sobre:
- negócio;
- produto;
- marca;
- experiência;
- shopping;
- cidade;
- metragem;
- ponto;
- projeto;
- equipamentos;
- prazo;
- investimento.
Um cliente que já possui projeto aprovado precisa de uma conversa.
Quem possui apenas uma ideia precisa de outra.
90. R$ 20 mil ou R$ 30 mil são suficientes?
Alguns empreendedores chegam acreditando que determinada quantia necessariamente será suficiente para colocar toda a operação no shopping.
Mas o investimento pode envolver:
- projeto;
- fabricação;
- equipamentos;
- instalações;
- comunicação visual;
- transporte;
- montagem;
- estoque;
- custos do ponto;
- capital de giro;
- outras despesas.
O erro não está em possuir determinado orçamento.
O erro está em assumir que ele será suficiente antes de conhecer o escopo.
A pergunta correta é:
“QUAL É O INVESTIMENTO TOTAL QUE ESSA OPERAÇÃO EXIGE?”
91. “Preciso pagar o projeto?”
Projeto e fabricação são etapas diferentes.
Quando o cliente contrata o projeto, está contratando um serviço específico.
Por isso, o escopo precisa ser claro.
Pergunte:
“O QUE ESTÁ INCLUÍDO?”
92. “A montagem está incluída?”
Depende da proposta.
Projeto, fabricação, transporte e montagem precisam estar discriminados.
O cliente deve saber:
O QUE ESTÁ INCLUÍDO?
e
O QUE NÃO ESTÁ INCLUÍDO?
93. “Vocês entregam em outros estados?”
Sim.
A Fábrica de Quiosques para Shopping atende projetos destinados a diferentes regiões do Brasil.
A logística depende de:
- cidade;
- estado;
- distância;
- dimensões;
- características da carga;
- condições da instalação.
94. “Quanto custa o frete?”
Depende do destino e da operação logística.
Precisamos conhecer:
- projeto;
- dimensões;
- localização;
- shopping;
- cidade;
- estado.
95. “Quanto custa a montagem?”
Depende do:
- projeto;
- complexidade;
- localização;
- deslocamento;
- número de noites;
- condições do shopping.
Por isso, a montagem precisa ser analisada dentro do projeto real.
96. A pergunta certa não é apenas “quanto custa?”
Depois de tudo o que explicamos, talvez a pergunta mais útil seja:
“QUANTO CUSTA FAZER CORRETAMENTE O QUIOSQUE QUE MINHA OPERAÇÃO PRECISA?”
Porque o orçamento pode envolver:
- PROJETO
- DOCUMENTAÇÃO
- MATERIAIS
- METRAGEM
- COMPLEXIDADE
- VITRINES
- ELÉTRICA
- HIDRÁULICA
- COMUNICAÇÃO VISUAL
- EQUIPAMENTOS
- FABRICAÇÃO
- EMBALAGEM
- TRANSPORTE
- MONTAGEM
97. Checklist antes de pedir orçamento
Tenha, quando possível:
1. O que será vendido?
2. Qual é a marca?
3. Já existe empresa constituída?
4. Qual cidade?
5. Qual estado?
6. Qual shopping?
7. O ponto já existe?
8. Qual é a metragem?
9. Existe caderno técnico?
10. Existe projeto?
11. Quais arquivos existem?
12. Quais equipamentos serão utilizados?
13. Existe hidráulica?
14. Qual é a necessidade elétrica?
15. Existe data de inauguração?
16. Possui referências?
Não possui todas as respostas?
Tudo bem.
A conversa inicial serve justamente para identificar o próximo passo.
98. Checklist para comparar fábricas de quiosques
Antes de escolher somente pelo preço, pergunte:
- A empresa possui experiência real com quiosques de shopping?
- É possível conhecer trabalhos realizados?
- O orçamento especifica os materiais?
- Os acabamentos estão definidos?
- A elétrica está prevista?
- Vidros e vitrines estão especificados?
- Existe pré-montagem?
- Existe conferência antes do transporte?
- Como é feita a embalagem?
- Como funciona o transporte?
- Como funciona a montagem?
- Qual é o prazo?
- Existe suporte depois da entrega?
- O projeto é suficientemente detalhado para compreender aquilo que será produzido?
Somente depois disso compare preço.
99. Não procure apenas preço. Procure entender o que está comprando.
Quando você recebe três propostas, não olhe apenas a última linha.
Compare:
ESCOPO
PROJETO
MATERIAIS
ACABAMENTOS
DOCUMENTAÇÃO
EXPERIÊNCIA
PRAZO
PRÉ-MONTAGEM
LOGÍSTICA
MONTAGEM
PÓS-VENDA
O orçamento mais barato e o mais caro dizem pouco sozinhos.
Primeiro descubra:
ESTÃO OFERECENDO A MESMA COISA?
100. A jornada completa de um quiosque
Depois de acompanhar este guia, fica mais fácil compreender que montar um quiosque significa muito mais do que encomendar uma estrutura.
A jornada pode ser:
1. ENTENDER O NEGÓCIO
O que vender, para quem e como operar.
2. ESCOLHER O SHOPPING
Analisar público e posicionamento.
3. ESCOLHER O PONTO
Avaliar fluxo, afinidade, visibilidade e infraestrutura.
4. DEFINIR A METRAGEM
Escolher o espaço necessário para a operação.
5. OBTER O CADERNO TÉCNICO
Conhecer as regras do empreendimento.
6. DESENVOLVER O PROJETO
Transformar marca, produto e operação em espaço físico.
7. PREPARAR DOCUMENTAÇÃO
Providenciar aquilo que for aplicável.
8. APROVAR
Cliente e shopping possuem etapas distintas.
9. FABRICAR
Transformar o projeto em estrutura real.
10. PRÉ-MONTAR
Conferir antes de sair da fábrica.
11. EMBALAR
Preparar para transporte.
12. TRANSPORTAR
Levar o conjunto até o empreendimento.
13. ENTRAR NO SHOPPING
Cumprir os procedimentos de acesso.
14. MONTAR
Executar a instalação.
15. CONFERIR
Verificar o resultado.
16. INAUGURAR
Somente agora o consumidor finalmente vê aquilo que começou semanas antes.
PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE QUIOSQUE DE SHOPPING
Qual é o tamanho mais comum de um quiosque?
Na experiência da Fábrica, 6 m² é uma das referências mais recorrentes para operações compactas.
Um quiosque pode ter 8 ou 12 m²?
Sim. Operações com maior necessidade de equipamentos, estoque ou exposição podem precisar de áreas maiores.
Um quiosque pode chegar a 20 m²?
Determinados conceitos de alimentação, café, chope ou bebidas podem trabalhar com áreas maiores, dependendo da operação.
Quanto tempo demora para fazer um projeto?
Na nossa rotina, utilizamos como referência aproximadamente 7 a 15 dias corridos, dependendo da complexidade e das informações disponíveis.
Quanto tempo demora a aprovação do shopping?
Quando não existem ressalvas, já acompanhamos análises na faixa de aproximadamente 3 a 7 dias, mas cada empreendimento possui seu próprio processo.
Quanto tempo demora a fabricação?
A Fábrica trabalha com cronograma comercial de 45 dias conforme condições contratuais e requisitos necessários ao andamento do projeto.
Quanto tempo demora a montagem?
Normalmente utilizamos como referência de uma a três noites, dependendo da complexidade e das condições da implantação.
Quiosque de alimentação costuma ser mais caro?
Frequentemente possui maior complexidade por causa de equipamentos, refrigeração, elétrica, hidráulica, vitrines e materiais específicos. O projeto real é que permite determinar o orçamento.
Qual é o melhor material?
Não existe um único melhor material. A escolha depende da aplicação, ambiente, uso, manutenção, estética e orçamento.
Fórmica é uma boa opção?
Laminados decorativos são uma solução que utilizamos frequentemente em quiosques internos pela combinação de variedade visual e resistência adequada ao uso quando corretamente aplicados.
Pintura é proibida?
Não. Pintura pode ser utilizada. A escolha depende da aplicação e da expectativa de manutenção.
Quiosque externo pode ser feito da mesma maneira que um interno?
Não necessariamente. Estruturas externas precisam considerar chuva, sol, umidade, temperatura e demais condições ambientais.
Preciso ter projeto antes de procurar o shopping?
Não necessariamente um projeto técnico definitivo, porque parte dele dependerá do ponto e das regras do empreendimento. Mas uma apresentação da marca e do conceito pode ajudar bastante.
Preciso do caderno técnico?
Quando o ponto já está definido, o caderno técnico é uma referência fundamental para o desenvolvimento.
O shopping precisa aprovar?
Shopping centers normalmente possuem processos próprios para analisar novas operações e projetos.
Posso fazer o projeto com a Fábrica e fabricar em outro lugar?
Quando o projeto é contratado conosco, os entregáveis previstos no escopo são fornecidos ao cliente e ele pode solicitar outras propostas de fabricação conforme as condições acordadas.
Como escolher o ponto?
Observe fluxo, perfil do público, direção de circulação, visibilidade, operações próximas, complementaridade e infraestrutura.
Escada rolante significa bom ponto?
Pode ser um indicador de fluxo e visibilidade, mas não garante que seja o melhor ponto para aquela operação.
Quanto custa um quiosque?
Não existe um único valor responsável sem conhecer metragem, projeto, segmento, materiais, equipamentos, instalações, localização e complexidade.
Vocês fabricam para outros estados?
Sim. A empresa pode atender projetos destinados a diferentes regiões do Brasil mediante análise de logística e escopo.
FÁBRICA DE QUIOSQUES PARA SHOPPING
Um quiosque ocupa poucos metros quadrados.
Mas dentro desses poucos metros precisam caber:
- UMA MARCA
- UM NEGÓCIO
- PRODUTOS
- ESTOQUE
- EQUIPAMENTOS
- FUNCIONÁRIOS
- INSTALAÇÕES
- COMUNICAÇÃO VISUAL
- EXPERIÊNCIA DO CONSUMIDOR
Por isso, um quiosque não deve ser tratado apenas como um móvel.
Ele é um pequeno ponto comercial completo.
Se você ainda possui apenas uma ideia, podemos começar entendendo o negócio.
Se já possui projeto, podemos analisar.
Se já possui projeto aprovado, podemos estudar a fabricação.
E se ainda não sabe qual caminho seguir:
A PRIMEIRA ETAPA É CONVERSAR.
SOLICITAR ANÁLISE DO PROJETOSOLICITAR ORÇAMENTOFALAR COM UM ESPECIALISTANOTA EDITORIAL
Este guia reúne experiência prática da Fábrica de Quiosques para Shopping e informações gerais relacionadas ao processo de implantação de quiosques.
Prazos, documentos, procedimentos, responsabilidades técnicas, licenças, requisitos e condições podem variar conforme shopping, município, atividade, projeto, profissionais envolvidos e normas aplicáveis.
Sempre confirme as exigências específicas do empreendimento antes da implantação.
Última atualização: agosto de 2026.
Solicitar orçamento




